

há 1 dia12 min de leitura


Esta publicação foi adaptada de: https://scopi.or.id/storage/scp-newsletters/December2025/RphE69usDXugBtGDKy1m.pdf
À medida que os mercados globais do café elevam as expectativas em relação à sustentabilidade e à transparência, os produtores e exportadores enfrentam uma nova realidade moldada por regulamentações cada vez mais rigorosas. O café está agora abrangido pelo Regulamento da UE sobre Desflorestação (EUDR), que exige que os exportadores e os torrefadores demonstrem que cada remessa é produzida legalmente, totalmente rastreável e livre de desflorestação. Embora certificações como a Rainforest Alliance e a Fairtrade já apoiem a produção sustentável há muito tempo, o EUDR introduz um novo nível de rigor através da verificação baseada na geolocalização e de uma transparência mais rigorosa na cadeia de abastecimento, reformulando fundamentalmente a forma como a sustentabilidade deve ser demonstrada.

“Os mercados globais estão a elevar o padrão. Com o café agora sujeito a regulamentos como o Regulamento da UE sobre Desflorestação, a certificação por si só não é suficiente. Os compradores exigem origem verificada, fornecimento legal e garantia de que as cadeias de abastecimento são verdadeiramente livres de desflorestação. Milhões de cafeicultores dependem do café para o seu sustento, ao mesmo tempo que protegem as paisagens críticas. A rastreabilidade já não é um requisito técnico, mas tornou-se uma ponte entre o bem-estar do produtor, a proteção ambiental e o acesso ao mercado a longo prazo. É aqui que a Koltiva desempenha um papel fundamental através de plataformas digitais, verificação no terreno e capacitação”, afirmou Ainu Rofiq, cofundadora e membro do Conselho da Koltiva.
Em resposta a estes desafios, a Koltiva apoia as cadeias de abastecimento de café através de um ecossistema digital completo que combina a tecnologia de rastreabilidade com o envolvimento no terreno. Hoje, a Koltiva opera em 23 países produtores de café, capacitando mais de 475.000 produtores, verificando mais de 1,1 milhões de hectares de área de produção e apoiando mais de 470 empresas na Ásia, África e América Latina. Ao digitalizar as cadeias de abastecimento desde a exploração até à exportação, a Koltiva permite a conformidade com as regulamentações em constante evolução, ao mesmo tempo que gera um impacto mensurável ao nível do produtor.

Na Indonésia, onde os pequenos produtores constituem a espinha dorsal do sector do café, o trabalho da Koltiva demonstra como a rastreabilidade se traduz em resultados concretos. Nas terras altas de Gayo, em Aceh, a Koltiva tem uma parceria com a Adena Coffee para digitalizar a rastreabilidade de mais de 1.900 produtores em 30 aldeias, garantindo o fornecimento livre de desflorestação, em conformidade com os requisitos do EUDR. Em Java Central, a PT Asal Jaya reforçou a sua capacidade produtiva, mantendo total transparência através do mapeamento estruturado das explorações e do apoio agronómico. Entretanto, a PT IndoCafco, parte do Ecom Coffee Group, utiliza as ferramentas de rastreabilidade da Koltiva, juntamente com a integração da Cool Farm Tool, para monitorizar as emissões nas explorações agrícolas e identificar estratégias de mitigação climática no campo.
Ao ligar cadeias de abastecimento fragmentadas num único ecossistema digital verificado, a Koltiva ajuda o setor do café a ir além da conformidade, rumo à resiliência e à inclusão a longo prazo. Desde a melhoria dos meios de subsistência dos produtores e a proteção das paisagens florestais até à salvaguarda do acesso ao mercado ao abrigo de regulamentos como o EUDR, a Koltiva continua a demonstrar como a rastreabilidade digital pode impulsionar a transformação sustentável desde a origem até à chávena.
Comentários